Texto de Lygia Fagundes Telles
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Modelos de cartas
Currais Novos/RN, 06 de abril de 2009.
Caro Professor Cacá,
Venho ratificar seus argumentos quanto ao equilíbrio de consequências que nos pode trazer a Internet. Diante do pragmatismo mundial, a rede se tornou instrumento inseparável do desenvolvimento. São atualizações instantâneas de informações corriqueiras, fontes diversas para pesquisas, troca rápida de mensagens e conteúdos, entre outros benefícios.
É fato que a Internet tem-nos facilitado as relações interpessoais, seja no campo profissional ou pessoal, e por que não dizer que ela tem melhorado o nosso padrão de vida, elevando os níveis de praticidade e conforto?
Todavia, é importante lembrar e enumerar alguns dos problemas oriundos do uso da rede mundial. A banalização do sexo, a violência ali exposta e a apologia inadequada a determinados grupos são o reflexo de uma sociedade que se desequilibrou diante dessa nova ferramenta. Não tendo sido citada em seu texto, acho necessário adicionar entre esses pontos a exclusão digital que com a crescente acessibilidade da classe média e rica, passou a novamente marginalizar os pobres.
Enfim, é tudo, mais uma vez, questão de sobrevivência. O ser humano precisa ser o mais rápido e multifuncional, venham então, as facilidades que vierem. A Internet é, sim, uma das maiores invenções neste sentido. Atenciosamente,
Grande Rede
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Gravilândia, GV, 25 de dezembro de 2003.
Querida filha,
Sem querer bancar um pai “careta”, tenho me preocupado muito sobre a maneira como tem encarado as coisas em sua volta. Depois que conheceu aquele seu namorado, você virou a cabeça, jogou tudo para o alto e passou a cometer algumas imprudências: a maior delas, a falta de cuidados na prevenção de doenças ou de uma possível gravidez indesejada. Isso me deixa perplexo, principalmente pelas informações que você teve oportunidade de adquirir esses anos, o que naturalmente exigiria uma atitude totalmente diferente.
Lembre-se, não sou contra a sua maternidade. Aliás, considero o maior privilégio que uma mulher pode ter. Apenas não quero, caso isso venha a se concretizar prematuramente, vê-la desesperada pelos cantos, sem saber como agir pelo fato de não tê-la planejado. Vivemos num mundo recheado de mecanismos que ajudam a prevenir a gravidez, temos camisinha como o método mais conhecido, além de outros que você certamente os conhece. Por isso, peço-lhe que reflita um pouco sobre suas atitudes, você ainda nem concluiu o Ensino Médio, lembra? E o vestibular, o seu sonho de ser jornalista, de brigar pelos direitos dos mais fracos, como sempre dizia almejar quando era criança? Deixou-os de lado? Creio que não.
Filha, às vezes os sonhos podem ser interrompidos por falta de consciência. E é isso que lhe peço como alguém que a ama desde os seus primeiros passos, desde a época em que ainda segurava em sua mão para que andasse sem riscos de cair. Tome mais cuidado, previna-se; não jogue fora os seus anseios, as suas vontades, o seu futuro. Una o útil ao agradável. Divirta-se, sim, mas com prudência. E quanto ao resto, pode contar comigo e com a sua mãe, você sabe que estamos sempre prontos para dizer uma palavra de conforto, de apoio, de amor. Aquele amor insubstituível, que sentimos em nossos corações por essa linda menina que, num piscar de olhos, já virou mulher.
De seu pai que a ama profundamente,
Metódio Contraceptus
FONTE: http://centraldasletras.blogspot.com/p/modelos-de-cartas-argumentativas.html
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
DESPIR UM CORPO A PRIMEIRA VEZ
Despir um corpo a primeira vez
é um conhecimento entre dois deuses.
Não se pode profanar o instante.
E os amantes devem manter o ritmo dos altares.
Porque, embora nesses rituais haja sempre
panos e trajes para agradar o Olimpo,
é pra nudez total que o céu nos quer quebrar.
As mãos têm que ter um compasso certo.
Um andante ou claro de Bach nos gestos,
compondo a alegria dos homens e mulheres.
As mãos, sobretudo, não podem se apressar.
Com os olhos, têm que aprender e, com a ponta
dos dedos, contemplar os acordes que irão
surgindo quando, peça por peça,
o corpo for se desvestindo ao pé do altar.
Antes de se tocar com as mãos e lábios,
na verdade, já se tocou o corpo alheio
com um distraído olhar sempre envolvente.
E ninguém toca um corpo impunemente.
Despir um corpo a primeira vez não pode ser
coisa de poeta desatento, colhendo futilmente
a flor oferta num abundante canteiro de poesia.
Nem pode ser coisa de um puro microscopista,
que olha as coisas sabiamente.
Se tem que ser de sábio olhar,
que seja do botânico, porque esse saber aflorar
em cada espécie tem de mais secreto ou distante,
o que cada espécie sabe dar.
Despir um corpo a primeira vez
é conhecer, pela primeira vez uma cidade.
E os corpos das cidades têm portas para abrir,
jardins de pousar, torres e altitudes que excitam a visitação.
Quando os corpos se tocam por acaso,
como se estivessem indo em direções diferentes,
o que ocorre é desperdício.
Não se pode tocar um corpo impunemente.
Para se tocar um corpo completa e profundamente,
num dado instante, os corpos têm que se convergir.
E convergir com uma luz diferente.
A descoberta do outro é isso, é convergência.
Despir um corpo a primeira vez
é como despir um presente, por isso não se pode
desembrulhá-lo assim, às pressas, embora a gula
nos precipite afoitos sobre a pele ofertada.
Não se pode com as mãos infantis,
descompassadas, ir rasgando invólucros,
arrebentando cordões com gula que as crianças
só têm nas confeitarias, antes da indigestão.
Um corpo é surpresa, sempre.
É o que se vê nas praias,
nessa pública ostentação, nesse exercício coletivo
de nudez negaceada, em nada tira a eufórica
contentação do ato, quando os dedos vão
desatando botões e beijos,
e rompendo as presilhas das carícias.
Despir um corpo a primeira vez
não é coisa de amador.
Só se o amador for amador da arte de amar,
porque o corpo do outro não pode ter
a sensação de perda, mas a certeza de que
algo nele se somou, que ele é um objeto
luminoso que a outros deve iluminar.
Um corpo a primeira vez, no entanto,
é frágil e pode trincar em alguma parte.
E os menos resistentes se partem,
quando aquele que os toca,
os toca apenas com cobiça e nunca
a generosa mansidão de quem veio
pela primeira vez, e sempre, para amar .
Affonso Romano de Sant'ana
quinta-feira, 10 de junho de 2010
A redação do bimestre
O voto responsável traz melhorias!
A partir da afirmativa de que o voto é um direito do cidadão brasileiro pode-se dizer que é um importante meio para promover as mudanças de que o país precisa.
Não é raro a televisão mostrar casos de escândalos políticos. Acredita-se que isso é um fato originado da irresponsabilidade de alguns durante as eleições. É uma vergonha, mas a venda de votos de muitos brasileiros ainda existe.
Situações assim empobrecem o país em seus aspectos políticos e sociais e não representa um meio digno para provocar as melhorias necessárias. Não se vai a lugar algum enquanto essas atitudes ocorrerem, sendo que é preciso, desde já, ver o voto como algo a ser zelado.
Portanto, para que aconteçam as mudanças que venham melhorar a sociedade brasileira é de fundamental importância que o voto seja valorizado por todos constituindo um direito a ser exercido por todos com responsabilidade e segurança, além de respeito.
André Borges, aluno do 3º A - Tarde
EEM Gov. Adauto Bezerra
Juazeiro do Norte - CE
terça-feira, 30 de março de 2010
Triste fim de Policarpo Quaresma
Quando o livro a ser estudado pela turma é Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, percebo que meus alunos apresentam dificuldade para compreensão dessa obra. Vejo isso com naturalidade, pois apesar desse livro fazer parte do Pré-Modernismo, período que os escritores lutavam por uma linguagem escrita mais próxima da linguagem oral, ainda estamos muito distantes de certas construções de frases muito usadas naquela época. O vocabulário, também pouco comum aos nossos dias, algumas vezes deixa lacunas difíceis de serem ignoradas. Pensando nisso e em como o estudante de hoje gosta de ficar horas à frente do computador é que encontrei esse caminho para envolver e provocar no aluno um gosto pela leitura de forma diferente da tradicional. O vídeo não substitui a leitura, porém a torna mais fácil.
Link para baixar o vídeo: http://www.4shared.com/video/T7cIvGsq/PolicarpoQuaresma.html?
Link para baixar o vídeo: http://www.4shared.com/video/T7cIvGsq/PolicarpoQuaresma.html?
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